sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Dor e os Aprendizados



Ai, darlings, dá licença que hoje estou inspirado? Pois é, acontece, às vezes, e não sou de deixar a inspiração ir embora. Aloka! Então eu coloco meus dedinhos no teclado e deixo as ideias fluirem livres e soltas. E foi mais ou menos isso que aconteceu quando comecei a pensar sobre o amor, a dor e tudo o mais que vem nesse pacote todo. Como sou todo trabalhado na divisão dos meus pensamentos, #SouDesses, cá estou a postar e a falar sobre o assunto.

E a verdade, sweets, é que muito já se escreveu sobre a dor e suas causas. E é muito fácil saber o motivo disso: afinal, quem de nós nunca sofreu por amor paixão? Ah, a paixão! Tantas vezes confundida com o amor, mas tão diferente dele! Eita bichinho que machuca, people! Todos temos marcas dessa danadinha que, quando chega, faz um tremendo de um estrago, principalmente quando não é convidada. Feridas que muitas vezes não se fecham completamente. Ou, às vezes, a gente pensa que já fechou, que tudo foi curado, mas naquela hora da carência nos pegamos com elas latejando, martelando, mostrando que estavam ali, se recusando a ir embora, prontas pra mostrar que nem cicatrizaram direito. Uma coisinha bem da !

Mas, na real, o que seria do mundo sem a dor de cotovelo, sem as feridas da paixão, sem todo o drama? Vamos fazer um teste? É simples, quer ver? Ligue seu rádio (ou procure uma estação na internet) agora. Ligou? Preste atenção na música que está tocando. Tenho CERTEZA que ela fala de dor de cotovelo!

Não tem jeito, darlings! As feridas da paixão, a dor de cotovelo, os amores mal resolvidos, tudo isso é combustível para as artes. Todo poeta é um sofredor, todo compositor tem dor de corno, todo autor já viveu (ou imaginou) um amor impossível. E ainda bem que é assim. Imagina a sua vida sem todo o drama pregresso? Euzinho mesmo não consigo imaginar a minha sem isso. E olha, sou todo bem resolvido, mas só eu mesmo sei o quanto já dei murro em ponta de faca. 

Todo esse drama, toda essa verborragia, toda essa dor, todas essas feridas fazem de nós, meros e lindos mortais, as pessoas que somos hoje. Se não tivéssemos vivido que vivemos (ai, lembrei da Elis cantando Como Nossos Pais, aloka!), certamente seríamos pessoas bem diferente, talvez, até mesmo menos experientes e mais imaturas. 

A dor nos ajuda a crescer, nos faz calejados, até mesmo pessoas melhores. E as feridas, people, nossas marcas, são a prova desse crescimento; uma tatuagem do que já vivemos e de para onde estamos indo. E uma tatuagem que todo mundo deveria se orgulhar por carregar. Ahaza!

Viver não é fácil e ninguém nunca disse que seria. No nosso caminho há percalços e entre tombos e quedas existem muitas marcas, muitas manchas na alma. Feridas que, às vezes, cicatrizam; às vezes, não. Mas que nos moldam e nos direcionam, servem de lembrança por tudo que já passamos até o momento atual. Já que as feridas são inevitáveis, que nos ensinem alguma coisa. Que sirvam para nortear nossas escolhas e guiar nossos caminhos. Porque achar utilidade para os males da vida é minha especialidade. Aloka!

Enquanto isso, continuemos vivendo, caindo e levantando. Com ou sem feridas. E que nossas marcas sejam um sinal de que no palco da vida fomos atores principais e não meros expectadores. Eu, que adoro aplausos, fico lá, só esperando para que eles chegem e nos façam ver que, no final, tudo sempre vale a pena.

Um beijo estalado,

Stanford, todo trabalhado na sabedoria de vida!
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Beijos,
Stanford 

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